quinta-feira, janeiro 11, 2007

Resumindo...

Sabem que mais... esta birra do "Sim porque sim", resume-se na seguinte frase que li no "blog do não", que passo a transcrever:

"Para os defensores do SIM, o facto de criar uma criança sair mais caro que abortar é razão suficiente para liberalizar o aborto.

É imbatível esta lógica. E arrepiante."

Para mim, diz tudo.

por isso NÃO!

domingo, janeiro 07, 2007

Aborto - Lobo com a pele de Cordeiro

CAPÍTULO II (Do Código Penal)

Dos crimes contra a vida intra-uterina

Artigo 140º

Aborto

1 - Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.

2 - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar é punido com pena de prisão até 3 anos.

3 - A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.

Artigo 141º
Aborto agravado

1 - Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.

2 - A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos nºs 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.

Artigo 142º
Interrupção da gravidez não punível

1 - Não é punível a interrupção da gravidez efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:
a) Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
b) Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
c) Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis, excepcionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.

2 - A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direcção, a interrupção é realizada.

3 - O consentimento é prestado:
a) Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou
b) No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.

4 - Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efectivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outro ou outros médicos.

Quem tiver o cuidado de ler a lei actual, facilmente chegará à conclusão, que ao abrigo dela já é possível fazer um aborto sob qualquer razão, senão o que são objectivamente "lesões para a saúde física da mulher"?
Sejamos claros: sob este pretexto, qualquer mulher pode obter um atestado de um médico psiquiatra que certifique que a sua saúde psíquica está em "perigo" e efectuar um aborto "legal".
Aliás é o que se passa em Espanha que tem uma legislação em tudo idêntica à nossa e pelo que vamos sabendo, os Espanhóis não andam preocupados com a injustiça a que as suas mulheres estão sujeitas.
Mas não. Alguma meia dúzia de líderes de esquerda, quer que isso seja possível sem sequer justificar nada a ninguém. Querem que o acto seja comparável a tirar... vá lá... uma espinha da garganta. Querem que o Aborto seja mais um método anticonceptivo.
Este referendo não é mais que uma birra de uma esquerda mimada, sem ideais e sem ideias, apenas preocupada em ganhar alguma coisa a qualquer custo.
Este referendo mais não é que uma tentativa de "LIBERALIZAÇÃO TOTAL" camuflada com a expressão "DESPENALIZAÇÃO".

quinta-feira, janeiro 04, 2007

ABORTO - Falsas verdades


Generalizou-se a ideia, errada e infeliz, que os defensores do “Não” são todos uma cambada de ignorantes incultos, e que os defensores do “Sim”, esses sim, são cultos e civilizados. Nada mais falso. Se olharmos bem, o que se passa é que o grosso da sociedade, anda qual carneirinho, atrás do que dizem os outros, e nada de mais conveniente do que colar-se aos que se diz ou dizem mais cultos. Quem cometeria a insensata atitude de se colar aos tais “ignorantes”? Por isso, se retirarmos essa grossa fatia da amostra, restam praí… alguns 10% de cidadãos que defendem de facto que a mulher tem todo o direito de matar a “VIDA” que vive já dentro dela, sem sequer ter que dar uma explicação a quem quer que seja. Só porque lhe apetece.
Do outro lado, o dos ignorantes, há vá lá… outros 10% de cidadãos que entendem que a não ser nas situações graves e já previstas na lei, deve ser considerado um crime matar um inocente, mesmo que legalmente essa vida não tenha ainda personalidade Jurídica.
E assim, os restantes 80% andam ao reboque do que vão ouvindo, e do que a comunicação social (que é civilizada, como seria de esperar) lhes vai dando a comer.

Mas eu não tenho medo nem vergonha que me considerem ignorante ou "medieval", quando está em causa defender o direito à vida. Muito poderia falar sobre o Aborto, mas neste referendo o que está em causa é a opção entre LIBERALIZAR (e não descriminalizar, como querem fazer crer) ou manter o Aborto ilegal nas situações que a lei não preconiza actualmente (e que já são em alguns casos excessivas).
Não posso aceitar que uma mulher, pela simples razão de que não vinha nada a calhar, porque teve uma relação amorosa extraconjugal, ou porque já tinha as férias marcadas, ou porque não tá para aturar crianças, ou porque… lhe apeteceu, mate um ser indefeso e inocente. Ainda por cima hoje, que os métodos contraceptivos estão tão divulgados, e de tão fácil acesso. Não há justificação.

Por isso, continuarei a pertencer à classe dos ignorantes que se afasta da “Europa Civilizada”, mas que defende orgulhosamente o mais precioso dos direitos; A VIDA.

terça-feira, janeiro 02, 2007

2006 em Imagens



O ano que passou, deixou no meu arquivo algumas imagens de que gosto muito. Não quer dizer que sejam boas fotos, mas dizem-me muito. Contam-me uma história, trazem-me à lembrança momentos felizes, outros menos felizes, mas todos eles marcantes para mim. No fundo é um breve filme do que se foi passando em 2006 e que achei digno de registo. A sequência não é cronológica, é aleatória.

Feliz 2007 para todos!!!

Espectáculo de Natal da Junipac 2006

Deixo aqui algumas imagens do magnífico espectáculo que a JUNIPAC realizou no passado dia 23 de Dezembro. Procurei tanto quanto possivel, transmitir sobretudo a emoção que se vive antes e durante esta actividade quase tão antiga como o grupo que já comemora os seus 20 anos este ano de 2007.

Parabéns aos membros da JUNIPAC.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Feliz Natal

Para todos quantos vão visitando este espaço e deixando os seus comentários e opiniões, Feliz natal e que o Deus menino encontre espaço para nascer nos vossos corações.

sábado, dezembro 16, 2006

ZEZPRIZ

Há cerca de 8 anos atrás, fui convidado pelo meu amigo Marco Vale, a fazer umas fotos da sua banda. Fiz algumas imagens a p&b e a cores de um dos seus ensaios, que agora partilho convosco.
Ainda, continuam unidos e têm novo nome - "Classified".

sábado, dezembro 09, 2006

Nelson D'aires por Pedro Guimarães

Deixo aqui este pequeno video (primeira experiência de Pedro Guimarães - fotografo) sobre uma exposição interessantíssima de Nelson D'Aires.

Fotografia é muito mais que "mil palavras".