segunda-feira, dezembro 31, 2012

2012 em Revista



Em 2012 fotografei pouco, e sobretudo poucos assuntos.
Voltei ao analógico com a velhinha Canon AE1 e gostei apesar dos resultados não terem sido muito animadores, sobretudo ao nível da edição pois para além do scaner não ajudar também me falta o "saber fazer". Mas valeu sobretudo pela calma que o analógico exige. Calma a disparar porque a película é cara, calma a  ver os resultados (não adianta de nada olhar para as costas da máquina) e calma a editar. O único aspecto que é mais célere é a escolha das fotos. De cada assunto não se fazem as centenas de frames que é habitual no digital, e isso facilita o trabalho não só porque as fotos são menos mas também porque cada clic foi feito com critério.

Um bom ano de 2013 para todos.

terça-feira, novembro 13, 2012

S/ Título

“Your first 100,000 photographs are your worst.” 
    Henri Cartier-Bresson

P.S. - Em minha defesa acrescentei um 0 à citação do mestre. Certamente que ele não levará a mal :)
 

sexta-feira, novembro 02, 2012

S/ Título

"Coimbra, 16 de Março de 1962 - Ponho-me a pensar, com exemplos cimeiros, nesta ânsia realizadora incurável, que faz de cada artista um monstro de tenacidade e um símbolo de insatisfação.
Balzac a trabalhar dia e noite à custa de chavenas de café, Proust a deixar no papel o gráfico da sua agonia, Miguel Ângelo a aproveitar à luz de uma candeia, os últimos momentos de génio, o Aleijadinho a esculpir, com o escopro e o martelo amarrados aos cotos das mãos leprosas... E  dou comigo em plena heresia, a duvidar da sinceridade do autor do Génesis. Nenhum criador verdadeiro, mesmo que seja Deus, descansa no sétimo dia..."

in Diário IX, Miguel Torga, Coimbra
 

quarta-feira, outubro 31, 2012

Brincar com a realidade.


 
Andamos todos a brincar irresponsavelmente com a realidade.

 

Brinca com a realidade o governo que ignora as pessoas e assenta sua governação sobre números irreais, distorcidos e em alguns casos impossíveis.

Brinca com a realidade a oposição quando continua a exigir cegamente a continuidade de um estado gastador que nos trouxe até aqui.

Brinca o PS quando parece esquecer-se da sua enorme responsabilidade por nos ter trazido à antecâmara da bancarrota e age como se nunca tivesse estado no governo.

Brincam com a realidade o PCP e o Bloco quando exigem que Portugal negoceie com a troika como se fosse Credor e não um devedor. Brincam ainda mais quando exigem agora o tinham tido oportunidade de exigir pessoalmente aquando das negociações.

Brincam todos quantos se estiveram a borrifar para a política, engrossando ano após ano os números da abstenção e agora convocam manifestações pelo facebook como quem convida um amigo para uma actividade radical e cool.

Brincam aqueles que acham que o mal é todo dos partidos e que pensam que a solução está  nos movimentos de independentes, essa mole de oportunistas sem identidade ideológica que pode ser tudo e nada mas que nunca resolverão nenhum problema a não ser salvaguardar os seus interesses.

Brinca essa espécie de Presidente da República que temos que usa o facebook para comunicar quando não o faz como e quando devia, e tem medo de enfrentar cara a cara meia dúzia de miúdos do secundário.

Brincam os presidentes de junta que se recusaram sequer a discutir a reforma administrativa para poderem perpetuar no tempo o poder da sua ignorância.

Brinca o governo quando quer impor em tempo recorde uma reforma da administração local, sem um estudo prévio que assegure a concretização dos seus objectivos.

Brinca o PSD quando, numa atitude de quem tem o rei na barriga, menospreza a opinião dos partidos da oposição e até o seu parceiro de coligação.
Brinca o CDS quando faz um jogo patético e impossível de ser oposição e governo ao mesmo tempo.

Brincam os analistas políticos e económicos quando em 5 minutos sintetizam esta crise como quem comenta um jogo de futebol...
 

bem...acho que já estou a brincar demasiado com um assunto que merecia ser tratado com mais seriedade.

sexta-feira, outubro 26, 2012

sexta-feira, outubro 19, 2012

S/ Título

Queria escrever aqui qualquer coisa sobre a crise, mas falta-me tempo e sabedoria :|
...por isso, ao menos que tenham um bom fim-de-semana :)
 

quarta-feira, outubro 10, 2012

Apropriação



Os nossos governantes, e não me refiro apenas aos Portugueses, têm forçado o povo a sacrifícios só necessários porque cobardemente não são capazes de tocar o essencial. A esse propósito, e como resposta à alusão por parte do chefe do governo espanhol da sensatez da " imensa maioria silenciosa de espanhóis que não se manifestaram", disse o cineasta Almodovar indignado na edição espanhola do "Huffington Post": "Senhor Rajoy, não se aproprie do meu silêncio".

Faço minhas as palavras de Almodovar.
Não se aproveitem do meu silêncio. E faço mais; aproprio-me desta obra fotográfica patente no Mosteiro de Tibães e silenciosamente junto-me a essa minoria ruidosa e corajosa que exerce o seu direito democrático de manifestação e de cidadania.

domingo, outubro 07, 2012

S/ Título


Por detrás da efémera máscara das aparências, escondem-se energias negativas que mais cedo ou mais tarde travam o seu combate. Perante os problemas podemos fixarmo-nos neles ou usa-los como alavancas para novas soluções.

quarta-feira, setembro 19, 2012

S/ Título

Não vale a pena tentar mudar os outros...
Hoje prefiro o silêncio.
dantes preferia a verdade.

autor desconhecido

sexta-feira, setembro 07, 2012

Haja um "Basta!"

O pais ergue-se indignado, moureja o dia
inteiro indignado, come, bebe e diverte-se
indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente uma colectividade
pacífica de revoltados”
 
in diário Miguel Torga.

terça-feira, agosto 07, 2012

Escala aberta da Badalhoquice

Na escala aberta da badalhoquice da política portuguesa, o caso relvas atingiu o valor máximo.
Não pelo caso em si, mas por tudo o que ele representa.
Seria incapaz de votar num partido que apesar de toda esta vergonha o mantem como quadro do partido e, pior, como ministro.
Como é possivel terem dito o que disseram do Sócrates e agora assobiarem para o lado?
É vergonhoso que o lider do partido que tanto criticou, e em alguns casos bem, as novas oportunidades venha agora tentar saír de mansinho destas superiores novas oportunidades.
É vergonhoso que o parceiro de coligação não se desmarque desta gente
É nojento que alguém se sujeite a este enxovalho público e se consiga aguentar no meio de tamanho lamaçal, só para conseguir continuar a servir os seus, pois que ele não é mais que um lacaio a mando de poderosos.
É vergonhoso que a nossa sociedade valorize tanto o percurso académico quando temos tantos exemplos de "Lulas" por esse mundo fora.
A moral é que é uma fonte do direito, e não o contrário. Não nos esqueçamos disso.

sexta-feira, junho 15, 2012

quarta-feira, maio 30, 2012

S/ Título

A  apregoada objectividade jornalistica é todos os dias desmontada pela relatividade das notícias.
A facilidade com que notícias secundárias ofuscam o essencial é tão gravosa como a propaganda de António Ferro no tempo da ditadura, com a agravante de usar geralmente um certo negativísmo em contraposição com o patriotismo impolado do estado novo.

sexta-feira, abril 13, 2012

S/ Título

e se de repente o secundário se torna protagonista, isso é uma fotografia a cores :)