
Em memória da Resistência.

O inverno faz desaparecer estes fantásticos instrumentos que caracterizam bem a cultura do nosso povo minhoto.
Mas com a primavera, é vê-las a despontar, aqui e ali como malmequeres.
blog.wall[o que fazer com uma parede vazia?...]
Com cerca de 1000 fotografias, construímos uma parede que, em imagens, conta a nossa história. Pessoas, lugares vazios, cidades, intimidades... Uma história aos quadradinhos onde o visitante é convidado a levar um pedaço para casa.[o que fazer com uma parede vazia?... construímos uma outra parede.]

A nossa classe política dá-nos música e nós, povo de brandos costumes, vamos na cantiga.
O recente caso "face oculta", assim vai permanecer para sempre... oculto. Como convém.

Enquanto há valores que embora protegidos militarmente acabam por cair ao cabo de poucas décadas, outros mantêm-se de pé há mais de 20 séculos.


“Coimbra 8 de Junho de 1953 - Às vezes fico-me a pensar no grau de intolerância que é preciso para, num país como o nosso, existir uma incompreensão tão cega pelo drama de todos aqueles que vivem à margem da Igreja. Nados e criados num ambiente familiar católico, aplainados na doutrina, convivas mais tarde à mesa de uma literatura fradesca e devota, limitados às emoções de uma arte exclusivamente religiosa, rodeados de amigos praticantes, e a pegar e a despegar do trabalho ao som de sinos que tocam o Ave, só mesmo porque qualquer coisa de muito profundo, de muito rebelde, de muito invencível, se recusa dentro da natureza de tais anatematizados, explica que se arredem de um caminho onde tudo lhes seria fácil, e tomem por outro onde tudo lhes é difícil. …”
in Miguel Torga - Diário Vols VII e VIII
Passado mais de meio século, sou tentado a concluir que tudo se inverteu e são agora os crentes o objecto da incompreensão de que Torga nos falava em 1953.
As mais recentes câmaras fotográficas, são capazes de produzir videos que nos vão deixando de boca aberta. O filme seguinte foi captado com uma Canon EOS 5D.
Battle for Hearts and Minds Trailer from Danfung Dennis on Vimeo.

As recentes declarações de Saramago sobre a Bíblia, e sobre os católicos ultrapassam em muito o aceitável. Não se trata de ignorância. É deliberada má-fé.
Nem a idade avançada, nem tão pouco o seu Nobel, servem de desculpa para a afirmação de tamanho disparate.
Mais; alguém que tem uma opinião tão firme sobre a religião católica, devia olhar-se ao espelho e penitenciar-se pelos crimes horrendos que a sua ideologia politica foi capaz de perpetrar. Ficava-lhe bem pelo menos, estar calado.

Os Brasileiros para além das considerações da Maite Proença, têm palavras deliciosas e cheias de significado.

O ar espampanante e folclórico do cruzeiro iluminado contrasta com a beleza e sobriedade da luz da lua.

Há noticias que colocam em causa o equilíbrio de projectos que demoraram anos a solidificar.
Resta encontrar entre as ameaças, novas oportunidades.

Um amigo meu, no seu blog Pasquinada, tem um post interessante sobre Cultura e Religião. Já agora deixo aqui o desafio para que leiam, e porque não, deixem uma opinião.

Esta imagem é o resultado da sobreposição no Photoshop de 2 registos autónomos. Trata-se da foto de uma pequena embarcação no rio Cávado e a textura degradada de uma outra embarcação que jaz ali perto.
Muito se discute acerca da verdadeira essência da fotografia e dos limites da edição e manipulação digital. Se considerarmos que a fotografia é apenas a técnica que permite registar a realidade, a manipulação digital é obviamente uma subversão dessa arte, mas se esta for encarada como meio de comunicação de uma mensagem (naturalmente pessoal e subjectiva), então praticamente não haverá limites nem fronteiras à nossa imaginação.
Esta foto é apenas uma pequena e modesta tentativa de encarar a fotografia no âmbito mais abrangente da segunda hipótese.

A liberdade sem limites não existe.
Fiquei absolutamente estupefacto ao verificar que na humilde terra onde vivo, o PNR obteve uma votação significativa, atendendo ao reduzido eleitorado. Os seus 22 votos, e uma percentagem de 3.8%, são motivos mais que suficientes para uma reflexão.
Apesar de se tratar de uma brincadeira de meia dúzia de amigos, parece-me que há limites para tudo.
Extrapolando este resultado para o contexto nacional, este partido xenófobo e racista, teria representação parlamentar, o que seria obviamente vergonhoso para um país com uma tradição humanista como Portugal.
Não podemos nunca, nem por brincadeira, subscrever os princípios que este partido defende. Admito que a maioria dos que votaram nem conheçam o partido nem os seus princípios (ou falta deles). Para fazer protesto, existe o voto em branco, ou uma enorme quantidade de partidos, alguns dos quais com programas simpáticos, e propósitos sérios, que ao crescerem a votação enriqueceriam a democracia.
A política não deve ser uma brincadeira. Quer queiramos, quer não, o desenvolvimento das sociedades passa inevitavelmente pela política. Más escolhas politicas conduzem a prazo a retrocessos civilizacionais.

Com os resultados eleitorais desta noite, o partido de governo estará constantemente debaixo de olho. O Parlamento irá servir para aquilo que criado, e deixara de ser a passerelle da prepotência dos governos de maioria absoluta.

Generalizou-se a ideia errada e perigosa, mas obviamente conveniente aos partidos políticos, que a democracia se exerce apenas no acto eleitoral. Nada de mais errado. A democracia faz-se em cada atitude que tomamos, na responsabilidade cívica, no associativismo, na intervenção pública e naquilo que o Dr António Barreto, no discurso do 10 de Junho, chamou de exemplo.
A democracia faz-se a cada dia nos actos mais simples do quotidiano. Esperar pelas eleições para exercer a democracia é limitativo, desde logo porque temos de escolher de entre o que nos é apresentado para sufrágio, que apesar de diversificado em termos de quantidade, está geralmente longe daquilo que seria desejável qualitativamente
1ª grande regra para fazer boas fotos: Respeitar as pessoas.
As mais recentes câmaras fotográficas permitem fazer videos em HD e Full HD. Apenas mais uma característica técnica inútil, ou uma verdadeira potencialidade? Veja o video e tire as suas ilações.

Foi há dias que entendi o verdadeiro alcance da expressão "uma imagem vale mais que mil palavras", quando reparei que as pessoas em vez de lerem os programas eleitorais, olhavam apenas para as fotografias dos candidatos e, imediatamente teciam considerações sobre as suas propostas.

Tive o privilégio de visitar a Fortaleza de Peniche, onde estiveram encarcerados alguns dos mais "perigosos" presos políticos do tempo do Estado Novo. Ao percorrer aqueles corredores, não é possível deixar de reflectir sobre o valor da liberdade. Ao ver aquelas celas, e imaginando as torturas que nelas foram perpetradas, fico triste e até indignado pelo desprezo que muitos hoje demonstram, por um valor pelo qual tantos deram a vida.
Outros, mais condenável ainda, usam essa conquista de forma abusiva e cobarde, entrando escandalosamente no espaço que pertence à liberdade do outro, confundindo o remédio com puro veneno.

"se a foto não está suficientemente boa, é porque você não está suficientemente perto”
Este era o lema do lendário fotógrafo Robert Capa, que fruto dessa máxima morreu ao pisar uma mina. Desde ele, a regra do "Quanto mais próximo, melhor", tem sido adoptada por fotógrafos de todo o mundo, desde simples amadores a conceituados profissionais como é o caso de Emilio Morenatti que em resultado dessa escolha acabou ferido e com um pé amputado. O seu amor pela fotografia é tanto que nenhum constrangimento o impede de fotografar.
"Quanto mais próximo, melhor... "
- O prémio poderá ser maior, mas o risco também o é.

Li há pouco que o presente é apenas o momento em que o futuro se precipita no passado.
Há um princípio com que todos concordarão: O conhecimento advém da informação. Entenda-se aqui conhecimento como cultura, sabedoria.
Acontece que apesar de vivermos na era da informação, não existe uma correlação directa com o aumento do conhecimento.
Os jovens de hoje, com a ajuda de um computador com ligação à Internet são capazes de obter mais informação numa manhã que os jovens de há vinte anos atrás que necessitariam de semanas para obterem essa mesma informação pesquisando livros e jornais numa biblioteca.
Este paradoxo deve fazer-nos pensar um pouco sobre a utilidade da Internet e das novas tecnologias.
Estaremos a usa-las correctamente? Qual o papel que os educadores deverão ter no controlo dessas ferramentas?

Li há pouco que o presente é apenas o momento em que o futuro se precipita no passado.
No fundo, o presente quase não existe. É apenas um pequeníssimo lapso de tempo que apesar disso a fotografia consegue eternizar.