quinta-feira, julho 20, 2006

A Tangente


Há pessoas para quem a vida é uma espécie de Avenida larga, ladeada de zonas verdes e onde o transito flui sem problemas. Outras, não têm tamanha sorte a sua vida poderia ser comparada a uma ruela estreita, impestada de obstáculos e cuja alternativa é um conjunto de becos sem saída. Porém, em alguns casos, estas últimas pessoas têm em algum momento da sua vida a sorte de fazerem uma tangente com essas tais avenidas largas e agradáveis. Contudo, e não raras vezes, essas malogradas pessoas estão quase sempre nesse momento mais preocupadas em sair do beco em que se meteram ou empenhadas em ultrapassar os vários obstáculos que têm pela frente, que nem dão pela sorte que lhes passa alí ao lado.
O meu amigo Fernando Lopes é uma dessas pessoas cuja vida lhe traçou uma tangente que, não fossem as contrariedades da vida, nos poderia revelar o seu grande talento musical. Dono de uma invulgar capacidade para improvisar e harmonizar, passou ao lado, quem sabe, de uma carreira de sucesso, ou pelo menos do seu reconhecimento como músico. A sua humildade e simplicidade aliado ao seu talento nato para a música, fazem dele uma daquelas pessoas que tenho orgulho em dizer que sou amigo. Quase sempre deixamos os elogios para fazer para momentos em que já não os podem ouvir. Por isso faço-o já.
Um abraço, Fernando!

3 comentários:

prenes disse...

Olá Nuno,
desde de miúdo que me recordo desta figura (Fernando Lopes) como fazendo parte integrante dos eventos religiosos de Creixomil, nomeadamente do grupo coral. Infelizmente ainda não tive o prazer de o conhecer pessoalmente mas pelo que me fazem chegar, todos os elogios lhe são bem empregues com justo merecimento.
Um abraço

Sara disse...

Pois. O Fernando é uma pessoa especial. Eu própria admiro-o muito e o seu dom para a música inspira-nos a todos. Fizes-te bem Nuno em realça-lo, muitos parabéns!

Fernando Vale disse...

Gosto do Fernando.
Gosto! Mesmo (ponto final).
A subtileza com que me rouba as risadas é única. Faz-me lembrar um ilusionista que consegue encontrar risadas onde nós já não as encontrava-mos. Como aquele truque das cartas.
Como tu dizes Nuno, aquela tangente infeliz. Mas, eu acredito que não é tarde.