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terça-feira, agosto 07, 2012

Escala aberta da Badalhoquice

Na escala aberta da badalhoquice da política portuguesa, o caso relvas atingiu o valor máximo.
Não pelo caso em si, mas por tudo o que ele representa.
Seria incapaz de votar num partido que apesar de toda esta vergonha o mantem como quadro do partido e, pior, como ministro.
Como é possivel terem dito o que disseram do Sócrates e agora assobiarem para o lado?
É vergonhoso que o lider do partido que tanto criticou, e em alguns casos bem, as novas oportunidades venha agora tentar saír de mansinho destas superiores novas oportunidades.
É vergonhoso que o parceiro de coligação não se desmarque desta gente
É nojento que alguém se sujeite a este enxovalho público e se consiga aguentar no meio de tamanho lamaçal, só para conseguir continuar a servir os seus, pois que ele não é mais que um lacaio a mando de poderosos.
É vergonhoso que a nossa sociedade valorize tanto o percurso académico quando temos tantos exemplos de "Lulas" por esse mundo fora.
A moral é que é uma fonte do direito, e não o contrário. Não nos esqueçamos disso.

sexta-feira, maio 28, 2010

Crise 1 - Valores 0

Sempre que tomamos posições, perdemos aqueles que se convencionou chamar amigos, mas que na verdade não passam de conhecidos. Como não me preocupo muito com isso (para isso bastaria criar uma conta no Facebook), pontualmente vou aqui expressando a minha opinião sobre alguns temas.
A resposta do Presidente da Republica à critica do Cardeal Patriarca de Lisboa por ele não ter vetado a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, exprime bem o ponto ao qual chegou o peso esmagador que a economia tem sobre as nossas vidas, inclusive sobre a consciência de alguns. Argumentou o PR que não vetou a referida lei devido à gravosa situação económica que o nosso país atravessa.
Esquece-se o nosso mais alto magistrado, que o futuro do país passa não só por correctas medidas de natureza politica e económica, mas sobretudo pela defesa de valores sobre os quais assentam as relações sociais. Não há situações económicas favoráveis ou desfavoráveis para se defenderem valores. Ou há valores, ou não há.

sábado, janeiro 30, 2010

Humanidade

Coimbra, 3 de Maio de 1956 - Tempo sem coração, este nosso! Dir-se-ia que quanto mais os sistemas agregam os homens no redil social, mais sozinhos e desamparados deixam cada indivíduo. Com todas as protecções do Estado, o pobre cidadão fica sem afecto e sem ninguém. Embora não usemos ainda uniforme, somos já todos órfãos asilados.

in Diário - Miguel Torga, Vols. VII e VIII

Se a constatação de Torga era válida em 1956, muito mais o é agora.

Protegidos pela desculpa dos mecanismos de protecção social, abandonamos cada vez mais o indivíduo, transformando-o em simples estatística. Podem até ter onde dormir e o que comer, mas falta-lhes o afecto e a dignidade.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Atitudes

A posição dos partidos de esquerda relativamente à escuta dos Portugueses em referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo é lamentável e demonstra uma visão obtusa da democracia.

Ao que parece, atiraram para detrás das costas a máxima de que é o povo quem mais ordena.

quinta-feira, junho 18, 2009

O soco

É duro cair na realidade!

Infelizmente, a Igreja católica não faz um mínimo esforço para se distanciar do estereótipo com que a sociedade a tem conotado. Ao invés disso, insiste nas mesmas formulas, nos mesmos rituais e ignora, ou até reprime, qualquer impulso que a coloque em causa ou ouse sequer questiona-la.

quinta-feira, novembro 27, 2008

O caminho faz-se caminhando

Os resultados vindos a público sobre o Inquérito Social Europeu, demonstram que os Portugueses são os que se revelam mais insatisfeitos com a qualidade da democracia. São eles ( a par com os Espanhóis) os que menos participam em actividades de natureza politica ou cívica.
O problema é que estamos numa daquelas situações de pescadinha de rabo na boca. Quanto mais nos desinteressamos pela política em geral, mais a sua qualidade diminui.
No fundo, os portugueses são do tipo que participam em todas as discussões nos fóruns e cafés, mas nunca estão dispostos a dar o seu contributo para mudar o rumo das coisas. Estamos sempre à espera que sejam os partidos a mudar o estado das coisas, esquecendo a importância da sociedade civil.
O caminho faz-se caminhando. Talvez os resultados mudem, quando nos apercebermos disso.

sábado, outubro 25, 2008

Estatuto


Há pessoas que gostam de mostrar estatuto, esquecendo-se que, do alto do seu pedestal, evidenciam muito mais a sua confrangedora insignificância.
foto: Festas das Cruzes -Barcelos - Maio 2008

terça-feira, agosto 19, 2008

Forma vs conteúdo

Não aprecio particularmente as pessoas que super-valorizam a forma em detrimento do conteúdo.
Apenas lhes reconheço o mérito de personificarem um alerta claro do caminho a não trilhar.

quarta-feira, julho 09, 2008

Quanto vale uma vida?

A avaliar por aqueles que entendem que a forma de ultrapassar a crise petrolífera que nos aflige reside no aumento da produção..., não vale nada.

segunda-feira, junho 30, 2008

Murro no estômago



Certo dia, segundo o relato de um alto representante político ocidental, e após ter enaltecido as virtudes da democracia perante um líder de um país árabe, este lhe terá perguntado: - "Serão as democracias ocidentais capazes de resistir à subida de preços do barril do petróleo para além da fasquia dos 100 dólares por barril?".
A fidedignidade da história, não interessa para o caso, e ao que parece, conseguimos aguentar o primeiro assalto, mas fala-se que a escalada dos preços não tem um fim à vista. Dá-se até como certo que poderá num futuro próximo ultrapassar a barreira dos 200 dólares. A somar a tudo isto, a escalada dos preços dos bens alimentares, e por consequência subida da inflação e das taxas de juro e a perda de regalias sociais, completam um cocktail explosivo que naturalmente resultará em convulsões sociais a que não estávamos habituados. Estaremos preparados para isso?