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quinta-feira, abril 25, 2013

S/ Liberdade

...e passados 40 anos da restauração da liberdade, eis que ainda há muita gente com medo de dar a cara, de assumir comportamentos ou simplesmente de ter opinião. A liberdade nunca está conquistada. É um processo dinâmico que nos deve comprometer permanentemente.
 



sexta-feira, janeiro 11, 2013

S/ Título


Pensava eu que a indisponibililade para discutir assuntos, ainda que seja para provar que as propostas são um disparate, era um defeito da cultura política provinciana dos nossos autarcas, que de forma mais ou menos evidente, disfarçam a sua impreparação para estudarem os assuntos e a sua indisponibilidade para alteraram o status quo. Afinal o mal é transversal à nossa classe politica.
 
P.S - O fim do mundo momentos antes de não ter acontecido.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

S/ Título

A recente onda de preocupações com as inconstitucionalidades deste orçamento, devia fazer-nos parar para pensar um pouco sobre o assunto. Não há forma de negar a penosidade deste documento como aliás o próprio ministro das finanças desde logo o reconheceu. Mas será que, à luz das actuais circunstancias político-económicas, Portugal tem condições de impor regras e inverter a dinâmica de aumento de impostos por uma de investimento público e até uma baixa da carga fiscal para alavancar o investimento e a economia. Ouvimos muito boa gente dizer que é preciso faze-lo. Resta saber se isso é exequível quando passamos da retórica política para a prática. Continuo a achar, como muito boa gente aliás, que a margem de manobra que teremos internamente é absolutamente marginal e que a solução reside na União Europeia (se é que de União ainda se pode falar).
 
Mas voltando à questão inicial, as tal onda de preocupações com a constitucionalidade faz-me pensar onde estava o Sr Silva e o batalhão de constitucionalistas, quando durante décadas a fio os portugueses foram continua e sistematicamente divididos entre Portugueses de Primeira e portugueses de segunda nomeadamente no que respeita às regalias na assistência social e na protecção ao emprego. A função pública que durante os últimos 30 anos teve um tratamento privilegiado em relação ao sector privado, nunca se importou de tal facto até ao momento em que lhe mexeram no bolso. Mas até na capacidade de fazer valer os seus pontos de vista há Portugueses de Primeira e de segunda. Com essa inconstitucionalidade nenhum Juiz ou Constitucionalista parece importar-se.


quarta-feira, outubro 31, 2012

Brincar com a realidade.


 
Andamos todos a brincar irresponsavelmente com a realidade.

 

Brinca com a realidade o governo que ignora as pessoas e assenta sua governação sobre números irreais, distorcidos e em alguns casos impossíveis.

Brinca com a realidade a oposição quando continua a exigir cegamente a continuidade de um estado gastador que nos trouxe até aqui.

Brinca o PS quando parece esquecer-se da sua enorme responsabilidade por nos ter trazido à antecâmara da bancarrota e age como se nunca tivesse estado no governo.

Brincam com a realidade o PCP e o Bloco quando exigem que Portugal negoceie com a troika como se fosse Credor e não um devedor. Brincam ainda mais quando exigem agora o tinham tido oportunidade de exigir pessoalmente aquando das negociações.

Brincam todos quantos se estiveram a borrifar para a política, engrossando ano após ano os números da abstenção e agora convocam manifestações pelo facebook como quem convida um amigo para uma actividade radical e cool.

Brincam aqueles que acham que o mal é todo dos partidos e que pensam que a solução está  nos movimentos de independentes, essa mole de oportunistas sem identidade ideológica que pode ser tudo e nada mas que nunca resolverão nenhum problema a não ser salvaguardar os seus interesses.

Brinca essa espécie de Presidente da República que temos que usa o facebook para comunicar quando não o faz como e quando devia, e tem medo de enfrentar cara a cara meia dúzia de miúdos do secundário.

Brincam os presidentes de junta que se recusaram sequer a discutir a reforma administrativa para poderem perpetuar no tempo o poder da sua ignorância.

Brinca o governo quando quer impor em tempo recorde uma reforma da administração local, sem um estudo prévio que assegure a concretização dos seus objectivos.

Brinca o PSD quando, numa atitude de quem tem o rei na barriga, menospreza a opinião dos partidos da oposição e até o seu parceiro de coligação.
Brinca o CDS quando faz um jogo patético e impossível de ser oposição e governo ao mesmo tempo.

Brincam os analistas políticos e económicos quando em 5 minutos sintetizam esta crise como quem comenta um jogo de futebol...
 

bem...acho que já estou a brincar demasiado com um assunto que merecia ser tratado com mais seriedade.

sexta-feira, setembro 07, 2012

Haja um "Basta!"

O pais ergue-se indignado, moureja o dia
inteiro indignado, come, bebe e diverte-se
indignado, mas não passa disto.
Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente uma colectividade
pacífica de revoltados”
 
in diário Miguel Torga.

sexta-feira, maio 28, 2010

Crise 1 - Valores 0

Sempre que tomamos posições, perdemos aqueles que se convencionou chamar amigos, mas que na verdade não passam de conhecidos. Como não me preocupo muito com isso (para isso bastaria criar uma conta no Facebook), pontualmente vou aqui expressando a minha opinião sobre alguns temas.
A resposta do Presidente da Republica à critica do Cardeal Patriarca de Lisboa por ele não ter vetado a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, exprime bem o ponto ao qual chegou o peso esmagador que a economia tem sobre as nossas vidas, inclusive sobre a consciência de alguns. Argumentou o PR que não vetou a referida lei devido à gravosa situação económica que o nosso país atravessa.
Esquece-se o nosso mais alto magistrado, que o futuro do país passa não só por correctas medidas de natureza politica e económica, mas sobretudo pela defesa de valores sobre os quais assentam as relações sociais. Não há situações económicas favoráveis ou desfavoráveis para se defenderem valores. Ou há valores, ou não há.

terça-feira, setembro 29, 2009

Os limites da Liberdade

A liberdade sem limites não existe.


Fiquei absolutamente estupefacto ao verificar que na humilde terra onde vivo, o PNR obteve uma votação significativa, atendendo ao reduzido eleitorado. Os seus 22 votos, e uma percentagem de 3.8%, são motivos mais que suficientes para uma reflexão.


Apesar de se tratar de uma brincadeira de meia dúzia de amigos, parece-me que há limites para tudo.


Extrapolando este resultado para o contexto nacional, este partido xenófobo e racista, teria representação parlamentar, o que seria obviamente vergonhoso para um país com uma tradição humanista como Portugal.
Não podemos nunca, nem por brincadeira, subscrever os princípios que este partido defende. Admito que a maioria dos que votaram nem conheçam o partido nem os seus princípios (ou falta deles). Para fazer protesto, existe o voto em branco, ou uma enorme quantidade de partidos, alguns dos quais com programas simpáticos, e propósitos sérios, que ao crescerem a votação enriqueceriam a democracia.


A política não deve ser uma brincadeira. Quer queiramos, quer não, o desenvolvimento das sociedades passa inevitavelmente pela política. Más escolhas politicas conduzem a prazo a retrocessos civilizacionais.

domingo, setembro 27, 2009

Debaixo de olho

Com os resultados eleitorais desta noite, o partido de governo estará constantemente debaixo de olho. O Parlamento irá servir para aquilo que criado, e deixara de ser a passerelle da prepotência dos governos de maioria absoluta.

domingo, agosto 23, 2009

Índice de(s)Confiança

Sinto muito pouca confiança no futuro

quando vejo o Hugo Chávez elogiar Sócrates e imitar as suas políticas.

quarta-feira, abril 22, 2009

Atitudes



Ontem, na entrevista à RTP, o Sr. Primeiro Ministro não teve a coragem de assumir que as críticas que dirigiu a quem "envia recados", se destinavam ao Sr Presidente da República. Cada um diz o que quer, mas deve assumir o que diz.
Se eu fosse jornalista, pedia-vos que não divulgassem esta minha opinião. Como não sou, não receio um processo judicial.