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terça-feira, agosto 07, 2012

Escala aberta da Badalhoquice

Na escala aberta da badalhoquice da política portuguesa, o caso relvas atingiu o valor máximo.
Não pelo caso em si, mas por tudo o que ele representa.
Seria incapaz de votar num partido que apesar de toda esta vergonha o mantem como quadro do partido e, pior, como ministro.
Como é possivel terem dito o que disseram do Sócrates e agora assobiarem para o lado?
É vergonhoso que o lider do partido que tanto criticou, e em alguns casos bem, as novas oportunidades venha agora tentar saír de mansinho destas superiores novas oportunidades.
É vergonhoso que o parceiro de coligação não se desmarque desta gente
É nojento que alguém se sujeite a este enxovalho público e se consiga aguentar no meio de tamanho lamaçal, só para conseguir continuar a servir os seus, pois que ele não é mais que um lacaio a mando de poderosos.
É vergonhoso que a nossa sociedade valorize tanto o percurso académico quando temos tantos exemplos de "Lulas" por esse mundo fora.
A moral é que é uma fonte do direito, e não o contrário. Não nos esqueçamos disso.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Às cégas



Generalizou-se a ideia errada e perigosa, mas obviamente conveniente aos partidos políticos, que a democracia se exerce apenas no acto eleitoral. Nada de mais errado. A democracia faz-se em cada atitude que tomamos, na responsabilidade cívica, no associativismo, na intervenção pública e naquilo que o Dr António Barreto, no discurso do 10 de Junho, chamou de exemplo.

A democracia faz-se a cada dia nos actos mais simples do quotidiano. Esperar pelas eleições para exercer a democracia é limitativo, desde logo porque temos de escolher de entre o que nos é apresentado para sufrágio, que apesar de diversificado em termos de quantidade, está geralmente longe daquilo que seria desejável qualitativamente

domingo, março 15, 2009

Considerações para memória futura

1- Manuel Alegre é uma nulidade política. É, ao contrário do que diz, um cobarde incapaz de concretizar as suas divergências com o PS no intuito de obter o seu apoio para uma candidatura Presidencial.
2 - O PS está a prostituir-se no caso Manuel Alegre por um punhado de votos.
3- O Primeiro Ministro considera que manifestações organizadas pelas forças de esquerda ( leia-se PCP, Sindicatos e Bloco de Esquerda) não têm qualquer validade. Seguindo a mesma linha de raciocínio, os seus votos também não valem - o que explica o seu deslocamento ideológico para o campo do PSD.
4- O PSD parece uma equipa que está a perder 7-0 a poucos minutos do final da partida e apenas quer o que jogo termine o mais breve possível.
5 - O CDS parece um artigo numa feira de antiguidades, que se vende ao primeiro que oferecer qualquer coisa.
6 - O nosso Presidente da Republica faz roteiros para a inclusão apenas para aparecer nos telejornais.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Apologia da negatividade


Os partidos de esquerda, e de um modo especial o partido de governo, têm nos últimos anos seguido uma certa apologia da negatividade. A defesa de um conjunto de práticas que balizam os valores pela negativa. As salas de chuto, o aborto livre até às 10 semanas, o divórcio self-service e agora a discussão da eutanásia, da adopção de crianças por casais homossexuais…

segunda-feira, maio 26, 2008

Impávidos e serenos


Não entendo isto.
Diz o governo: "não é possível baixar o imposto sobre os produtos petrolíferos. Se baixarmos o imposto colocamos em risco tudo o que foi conseguido ao nível do equilíbrio das contas públicas".

Tomam-nos a todos por parvos.

Quer dizer, que se o preço do petróleo não tivesse subido da forma que subiu, para obtermos estes resultados teriam que ter subido a tava de iva para a ordem dos 30%, ou mandar fechar mais escolas e centros de saúde ou cobrar portagens nas estradas nacionais.
A agravar a situação, a candidatura que se apresenta como a provável vencedora das eleições internas do PSD, pensa a mesma coisa, ou seja, que somos todos uma cambada de totós...

O pior, é que continuamos impávidos e serenos perante estas afrontas.
Foto: Sra. Aparecida, 15 Agosto de 2007