segunda-feira, junho 30, 2008

Murro no estômago



Certo dia, segundo o relato de um alto representante político ocidental, e após ter enaltecido as virtudes da democracia perante um líder de um país árabe, este lhe terá perguntado: - "Serão as democracias ocidentais capazes de resistir à subida de preços do barril do petróleo para além da fasquia dos 100 dólares por barril?".
A fidedignidade da história, não interessa para o caso, e ao que parece, conseguimos aguentar o primeiro assalto, mas fala-se que a escalada dos preços não tem um fim à vista. Dá-se até como certo que poderá num futuro próximo ultrapassar a barreira dos 200 dólares. A somar a tudo isto, a escalada dos preços dos bens alimentares, e por consequência subida da inflação e das taxas de juro e a perda de regalias sociais, completam um cocktail explosivo que naturalmente resultará em convulsões sociais a que não estávamos habituados. Estaremos preparados para isso?

sábado, junho 28, 2008

Prisioneiros da liberdade

Vivemos amordaçados pela nossa liberdade.
Para não nos comprometermos com as nossas posições, abstemo-nos de as tomar.
Para evitar desagradar a um amigo, omitimos a nossa opinião por uma paz balofa e hipócrita.
Mas o pior de tudo, é que há meia dúzia de senhores que apercebendo-se dessa realidade utilizam-na para seu próprio interesse.
E assim vamos vivendo, ordeiros, submissos prisioneiros da nossa liberdade.

P.S. – Este texto é ficcional. Qualquer semelhança com a realidade, será pura coincidência.

sexta-feira, junho 27, 2008

O Essencial

Vivemos numa sociedade que sobrevaloriza o material e se esquece os valores e a cultura. Somos atraídos pelo aparente, pelo imediato e esquecemos o essencial.

" Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos." Saint-Exupéry

Na foto: Um crente, sentado nas escadarias de Fátima, parece ignorar a imponência das colunas e debruça-se sobre a leitura de um livro. (4 de Maio de 2008)

quinta-feira, junho 26, 2008

Crónicas do Cátabo

Crónica Primeira.

Pessoas singelas, Leocádia e Adrião foram presas fáceis. Bastou um telefonema. Uma voz treinada. E a promessa de um brinde, a ser entregue pessoalmente num estabelecimento hoteleiro da cidade.
Recebido no fim de um dia de trabalho, mais que o brinde, aquele telefonema prometia algo mais importante: uma arritmia no monocórdico quotidiano.
E eles mereciam esse reconhecimento. Essa pequena felicidade.
A ingenuidade de Leocádia e Adrião fez deles um casal harmonioso. Dizer feliz talvez não fosse exagero.
Ele trabalha há anos numa grande empresa de venda de materiais de construção civil. Está grato aos patrões pelos 550 euros que lhe entregam mensalmente – “a pagar, são certinhos como o sol”. Adrião aceita com naturalidade, mesmo com bondade, que aqueles 550 euros o obriguem a trabalhar 12 horas por dia. “Mais os sábados de manhã, mas só até ao meio-dia.”
Leocádia trabalha num conhecido restaurante da cidade. Quantas horas? As que os patrões mandam. É assim há anos. Diz Adrião: “o que eu ganhava dava para termos uma vida limpa. Mas no fim do mês sobrava pouquinho. Apareceu aquela oportunidade, e aproveitámo-la.” A palavra a Leocádia: “trabalho como mulher a dias. Não tenho caixa, nem faço descontos. O que ganho é limpinho. São 375 euros.” Recebe quando os patrões pagam. Ao longo dos anos, foi perdendo a conta aos salários que não recebeu. Quantos meses? “Acho que são sete. Ou talvez oito. Não sei bem.” Adrião justifica: “como não faz descontos, está clandestina. Não tem direitos.”
A casa deste casal modesto chegou o telefonema convidante. E eles foram. E divertiram-se, como raramente. Entretidos e crentes, não viram as sombras, os vultos por detrás da luz. Receberam um brinde gratuito e assinaram um papel. Não souberam bem para quê.
Dias depois, receberam uma carta, que não perceberam. Passaram-se mais duas semanas, quando procuraram ajuda. Que carta é esta? O que é que isto quer dizer?
Quer dizer, senhores Leocádia e Adrião, que compraram um colchão. Quem comprou um colchão? Vocês. Nós não compramos nada! Está aqui a cópia: compraram um colchão a crédito. Não pode ser, nós nunca compramos nada a crédito; só compramos quando temos dinheiro.
Sete mil euros. Sete mil euros foi quanto custou o colchão. Colchão que Adrião e Leocádia não usam. Nunca usarão.

Texto: José Carlos Braga
Foto: Nuno Sousa

Nota: - "Cátabo" - Uma das formas como surge designado o Rio Cávado em documentos do Sec. IX/X

quarta-feira, junho 25, 2008

Crise dos combustíveis

O jornalismo é um fenómeno difícil de entender. Há dias não se falava de outra coisa senão da crise dos combustíveis. Bastou aparecer o Euro e depois uma senhora (atendendo à idade) e mais uns quantos "Sebastiões" que agora surgiram do nevoeiro, para relegar o assunto para segundo plano.

O pior é que no dia-a-dia as pessoas continuam a senti-lo.

Foto: Barqueiros, Agosto de 1998

terça-feira, junho 24, 2008

Apanhados

Fui, também eu, apanhado. Senão vejam a observação que um amigo meu me fez por mail:

"Aquele grupo de jogadores (bem assim como as sapatilhas / chuteiras desmesuradas) foi fotografado e divulgado em todos (reforço: todos) os jornais que li ou por que passei os olhos nas últimas semanas - e não me refiro apenas aos jornais nacionais. O mesmo para as televisões. Donde se conclui, portanto, que tudo quanto é fotógrafo enviado especial ou de agência de notícias fotografou o conjunto. E assim, a marca conseguiu uma visibilidade e um espaço nos serviços noticiosos enorme. Tudo isso sem gastar um tusto..."

disse ainda:

"Vê bem, Nuno: com aquela instalação publicitária, aquela marca comercial conseguiu uma exposição extraordinária. Conseguiu até (mesmo que involuntariamente - mas aí é que está a eficácia extrema do "segredo") ser divulgada no Micróbio."

P.S. - Segundo informação desse meu amigo, Jurista, a publicidade subliminar é proibida pela legislação portuguesa. Ai se a ASAE sabe...

1 foto por dia


Foto: Jogadores gigantes na estação ferroviária de Zurich - Suiça

segunda-feira, junho 23, 2008

1 foto por dia


Os balões que um grupo de jovens resolveu levar para uma cerimónia religiosa, parecem destoar do ar geralmente formal do local e afrontam o preconceito de que a religião é para velhos.
Fátima, 4 de Maiode 2008

sexta-feira, junho 20, 2008

Diferenças de estatura

Realmente, com tamanha diferença de estaturas, não tínhamos hipóteses.

Foto: Uma criança corre ao pé de um dos jogadores gigantes que se encontram à entrada da estação ferroviária de Zurich.

quinta-feira, junho 19, 2008

Chelsea elimina Portugal nos Quartos-de-final


Adepta de Portugal desalentada com o decepcionante desempenho da Selecção Nacional no jogo contra a Suiça. Começou aí a despedida do Euro.