terça-feira, janeiro 23, 2007

Sabia que...

Sabia que...

Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.

Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.

Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.

O número de abortos clandestinos está calculado em 1800 por ano.

62% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares superiores a 65.000 euros por ano.

6% dos abortos realizados em países europeus com legislação semelhante à pretendida em Portugal, são realizados por mulheres com rendimentos familiares inferiores a 7000 euros.

Em todo o mundo, o aborto sem invocar qualquer razão é permitido em 22 de um total de 193 países.

A pílula do dia seguinte é comercializada em Portugal desde 1999, sem necessidade de receita médica. É dispensada gratuitamente em centros de saúde desde 1 de Dezembro de 2005.

A taxa de natalidade em Portugal baixou para metade nos últimos 40 anos.

Em 2005, a média de filhos por casal foi de 1,5, tendo-se registado apenas 109.000 nascimentos, permanecendo abaixo do nível de renovação das gerações (2,1).

Em 2006, a Alemanha aprovou um incentivo à natalidade de 25 mil euros por cada nascimento.

2 comentários:

  1. Anónimo4:47 a.m.

    Devias ter vergonha.
    Andas hà semanas a debater-te com a necessidade de te justificares com o teu não ao aborto.
    Já mostras-te que és um alienado político, uma esponja selectiva da informação que te convém, um estereótipo social, com uma visão massificada da sociedade.

    Proibir ou não, por lei, o direito individual de decidir, é um erro.
    Nem tu, nem eu, deveríamos poder mutilar, através de um decreto renascentista, a liberdade de escolha.
    Todo o mundo é contra o aborto!
    A mulher que aborta não o faz por desporto ou por questões financeiras.
    A violência da decisão de um acto desses é suficiente para fragilizar uma vida inteira.
    Todo o mundo é contra o aborto!
    Dos teus(?) números, não haverá um mulher que te seja familiar que já teve de recorrer a uma clínica privada, a um médico de província, a uma parteira de vão de escada?... que sabes tu disso?

    Infelizmente, os largos anos de vigência desta lei, mostraram que esta é inadequada. Inadequada, não é errada.
    E que neste anos, se tem perdido a batalha pela vida, não contra o aborto.
    Este, continuar-se-á a fazer, independentemente do que tu queiras ou tenhas legislado! Tu!
    E tu, não conseguirás, como não conseguiste até agora, impedir os abutres da praça (que mutilam, humilham e enriquecem à custa do desespero humano) de se regalarem com a tua egocêntrica mania de obrigar os outros, por lei, a pensar como tu?
    Todo o mundo é contra o aborto!
    Mas deveríamos também, ser a favor da liberdade e do respeito pelas escolhas dos outros, dando-lhes condições para que fossem tratados com a mesma dignidade e segurança que esperamos que os nossos filhos e as nossas famílias sejam tratadas.

    Um matraquilho político, como o Sr. Marcelo, apenas está interessado em fazer-se passar por entre o crivo das políticas, pulando na interpretação desta e de outras leis, como se em cada uma delas tivesse "descoberto a pólvora".
    E como ele, milhões de portugueses, fazendo juz à famigerada capacidade nacional de improvisar, votarão não, por mil e uma razões, enquanto as filhas, as esposas, as amigas, as mães(!)... escondem segredos, angústias e sequelas de terem optado livremente,... por serem delinquentes.

    Os anos que esta lei leva, já mostraram que esta lei não serve. E os teus(?) números são a prova disso. Uma mulher bastava.

    Não é o direito à vida que está em causa. É o direito à escolha, à dignidade, à diferença, à saúde física (como diz a lei actual) e à psicológica.

    Há inúmeras variantes da lei que eu não concordo: desde a sua implementação, às suas consequências, quando comparadas com outros cuidados de saúde a que devíamos ter direito, e não temos.
    Mas o tempo, encarregar-se-á de justificar o aperfeiçoamento dos sistemas sociais. E isto dava outro comentário enorme...

    Infelizmente, a irresponsabilidade de alguns políticos aproveitará a tacanhez da gente, e não permitirá passar esta lei.
    É pena. Também há gente da tua direita a defender a aprovação da lei. Também há gente da esquerda a defender o não.
    É a democracia.
    Parece que tu, com o teu direito de voto, não queres permitir aos outros, o que te permitem a ti: decidir.

    Todo o mundo é contra o aborto.
    E tu, como muitos, és contra o direito à dignidade.
    Uma mulher bastava: bastava que fosses tu. Mas não és...
    Não obrigues os outros, a terem apenas a tua escolha.

    PS- Não te preocupes, que não responderei aos teus comentários. O Blog é teu: faz dele o que quiseres. Podes continuar a fazer dele um espaço para a tua expressão política; ou podes valorizá-lo com o teu excelente trabalho fotográfico.
    Por mim, és infinitamente melhor fotográfo, do que figurante político.
    Continua a fotografar. Estás de parabéns pela forma como vês o mundo através da lente. A olho vivo, és tendencioso. Guarda isso para ti.
    Um abraço.

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  2. Anónimo9:49 a.m.

    Ja dias antes da dita sessao de esclareçimento das mui Exmas. Sras.
    Doutoras, çitei um trecho do libro
    de Homero, poemas,em que Zeus diz a Afrodite; E voçe querida minha
    ocupe-se mais dos seus amaveis assuntos da VAGINA.
    Essas Senhoras que se ocupem da sua e que deixem os uteros alheios
    em paz.
    O Nuno e uma pessoa de bem,mas, em certos aspetos,demasiado conserva-
    dor e deslocado no espaço e no tempo.
    Cmpts., Bety-a humida-

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