
Sem querer ter a ousadia nem o abuso de comparar algumas tentativas mais ou menos felizes de fotografias minhas com o trabalho do mestre Eduardo Gageiro, permitam-me contudo que coloque lado a lado estas duas imagens e faça sobre elas algumas considerações que me assaltaram a alma no instante em que observei e registei o momento. A primeira foto foi concebida pelo mestre Gageiro no dia 25 de Abril de 1974, aquando da tomada do poder pelas forças do MFA. A segunda, foi registada domingo passado, quando se desmontava a exposição itinerante da ACOBAR "coleccionar é aprender", organizada pela Associação de Pais de Creixomil. Mas foi a comparação das duas (salvo seja) que me instigou à reflexão e me levou à feliz conclusão que hoje tal como há 33 anos, ainda há ânsia de liberdade. As molduras apresentarão outros rostos, outros ideais (ou a falta deles), outras opressões, outras ditaduras, mas continuamos com a mesma necessidade de as depor do poder e de ambicionar à liberdade. Fico feliz por poder constatar que apesar da intimidação do desprezo e da crítica sem substância, ainda há nas pessoas vontade de... LIBERDADE.
Post scriptum: qualquer semelhança com a realidade, será pura coincidência.
Olá Nuno,
ResponderEliminarÉ uma comparação muito sui generis. São de facto duas fotografias análogas no seu verdadeiro conteúdo apesar de separadas por 33 anos.
Nos tempos que correm e numa altura que a figura do retrato está a ser muito exaltada na praça publica devido ao programa “Os Grandes Portugueses” penso ser primordial debater e conhecer ainda melhor o que a imposição incondicional contra a Liberdade afectou a nossa sociedade, isto a fim de evitar erros grotescos tanto no presente como no futuro.
Aproveitando o mote dos Gato Fedorento no sketch “Os médios Portugueses” espero que nunca volte a ser necessária uma qualquer “cadeira assassina” para a deposição de ditadores, sejam eles quais forem.