quinta-feira, maio 31, 2007

"Picuisses"


Quando as pessoas se amarram a pormenores, quando valorizam o acessório e esquecem o essencial, quando esquecem o conteúdo e sobrevalorizam a forma... o resultado é geralmente decadente.

... e geralmente em vez de se progredir, anda-se para traz.

terça-feira, maio 29, 2007

A Igreja e o cão


Há um ditado popular que diz “preso por ter cão e preso por não ter”. Pois bem… parece-me que a Igreja Católica corporiza constantemente este adágio. Agora é por causa da suposta audiência “privada” que Sua Santidade o Papa irá conceder aos pais da pequena Madeleine.
Claro que coros de vozes já se ouvem e ouvirão contra o Papa, dizendo que não tinha nada que receber os McCann e ignorar milhares de outras crianças e famílias também elas com casos semelhantes. Dirão que irá receber os McCann porque são ricos e de um país poderoso e até irão viajar num “jatinho” particular (que não é do Papa, diga-se). Dirão também que o Papa, como representante da igreja católica se está a render á sedução da comunicação social. No fundo o mal em torno dos McCann é todo da Igreja católica e do Papa.
Sejamos justos. Em primeiro lugar o Papa não dará uma audiência “privada” no sentido protocolar da expressão. Receberá apenas os McCann no final da audiência geral, num espaço mais reservado, acedendo assim a um pedido de uns pais que (ricos ou pobres) estão a passar por um momento difícil.
Por outro lado, é obvio que o caso ganhou contornos de tal forma avassaladores que nenhum meio de comunicação social o ignora, pelo que imaginem o que diriam do Papa se não tivesse cão, ou seja, se decidisse num caso tão mediatizado, que não receberia os McCann. Caía o Carmo e a Trindade.
E por fim, temos que compreender que o Papa é também representante máximo do estado do Vaticano que tem relações diplomáticas com todos os países e por isso deve ser sensível a determinadas situações que possam catapultar para a sociedade aquela que é a postura do Vaticano em situações semelhantes que se espalham um pouco por todo o mundo.
Penso que se formos ponderados na análise, facilmente compreendemos que todo este alarido em torno dos McCann, é apenas fruto da avidez noticiosa dos média e este caso em volta da audiência papal, não é mais que um dos episódios da já longa saga “Madeleine”.
Mas claro. Como é hábito… preso por ter cão… preso por não ter

segunda-feira, maio 28, 2007

Camuflagem

Fiz esta foto em 1996. Foi nesta altura que decidi que queria fazer fotografia (ainda que amadora) e não somente "tirar fotografias".

quinta-feira, maio 24, 2007

Jarro

Fotografar jarros permite-nos apurar a técnica ao nível da composição porque as suas formas nos oferecem um conjunto de linhas de força que se não forem bem conjugadas resultariam numa composição falhada e por conseguinte numa má foto. Gosto muito de fotografar este género de flores, por isso mesmo. Para mim, a composição está para a fotografia como a gramática está para a literatura. Pode ter-se um excelente assunto para escrever, mas se a escrita for má...


domingo, maio 20, 2007

Pedras com História

Estas pedras gastas que vemos na foto, são de umas escadas da aldeia submersa de Vilarinho das Furnas, que fotografei no verão seco de 2000 e que permanecem ainda hoje como sentinelas à guarda da memória de uma comunidade que se viu forçada a deixar as suas casas. Falassem, e muitas histórias nos contariam…
Estas pedras, como muitas outras, são documentos que devemos preservar porque nos ajudam a conhecer e perceber o nosso passado. A sua perenidade é uma garantia acrescida da preservação da memória. Mas é preciso que estejamos abertos a reconhecermos o seu valor ou pelo menos aceitarmos que não tendo sensibilidade ou conhecimento para as valorizarmos, não significa que ele não exista. Arrogarmo-nos de donos da verdade arruína por completo esta premissa e claro… uma pedra por muito importante que seja, pode perfeitamente servir de “pedra de amarra”.

terça-feira, maio 15, 2007

Fim de tarde

Apúlia 2005

Olhando bem...

Foto de Vilarinho das Furnas às 7 horas da manhã, que deixei no baú porque estava um bocado (bastante) queimada no céu. Mas uns minutos de Photoshop... trouxeram-na de novo à vida.