terça-feira, junho 27, 2006
Barcelos de luto
Na passada segunda feira, tomei a iniciativa de junto com a minha esposa e o meu filho ( que nasceu na maternidade de Barcelos), participar na vigilia de protesto contra o encerramento do bloco de partos do hospital de Barcelos. Participei porque não posso aceitar que se enganem as pessoas. Não posso aceitar que o maior concelho do país não tenha direito a uma maternidade, não posso aceitar que um dos concelhos mais jovens da Europa não tenha direito a uma maternidade. Mas sobretudo não posso aceitar que se apontem razões de natureza técnica e de segurança quando verdadeiramente o que está em causa são razões de natureza económica e "economicistas". Este executivo governamental, tomou como uma das suas bandeiras eleitorais que não recorreria a receitas extraordinárias para reduzir o déficit. Ora como não pode tomar essas medidas, tem que se valer de outro tipo de compensações, nomeadamente reduzindo despesas na saúde, na educação,aumento da taxa do Iva, aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos etc, etc. Por outro lado há razões de natureza económica e empresarial que pressiona o governo a fechar alguns serviços para que as parcerias publico/privadas sejam economicamente rentáveis.
Em suma, discordo da politica do actual governo, e se a maternidade de Barcelos não tem condições de funcionamento, a solução não é encerrar, é antes dotá-la dessa condições. Por esta ordem de ideias tudo que fossem serviços com falta de condições encerrava-se. Ia fechar muita coisa.
sábado, junho 17, 2006
sexta-feira, junho 16, 2006
Algumas fotos
Hoje lembrei-me de partilhar convosco algumas das minhas fotos que tenho tirado nos últimos tempos.
Um abraço!
Clique nas fotos para ampliar.
Deixe o seu comentário . O fotografo agradeçe.
terça-feira, maio 16, 2006
O General sem medo

Comemorou-se ontem os 100 anos do nascimento de um Homem de excepção. Falo do General Humberto Delgado, que pela sua coragem ficou conhecido como o general sem medo. Essa coragem foi ao ponto de proferir em público que demitiria o presidente do Conselho, Oliveira Salazar, caso ganhasse as eleições presidênciais de 1958. Claro que essa coragem e verticalidade custou-lhe a vida. Perdeu as eleições, foi para o exílio e algum tempo mais tarde foi atraído para uma emboscada, tendo sido assassinado pela PIDE numa localidade Espanhola próxima da fronteira.
Publiquei este post, porque temos muito a aprender com homens como este. Nos dias de hoje, quantas vezes nos acobardamos em expressar uma opinião, com o medo de sermos marginalizados pelos nossos amigos ou até familiares. Este Homem teve a coragem de defender o que achava correcto, tendo perfeita consciência que essa atitude lhe poderia custar a vida.
Por isso fica este post.
quarta-feira, maio 10, 2006
Luz Teimosa
quarta-feira, abril 26, 2006
Assembleia de Freguesia
Aguardo com espectiva o destino da minha iniciativa, mas seja ele qual for, não mais opinarei sobre o assunto.
Às vezes chegamos à infeliz conclusão que é melhor estar calado e viver na ignorância.
" Felizes são os ignorantes - Fernando Pessoa".
sexta-feira, março 31, 2006
Exercicio de cidadania
Tenho por hábito, não pensar pela cabeça dos outros. Por muito competentes que sejam, gosto sempre de fazer o meu juizo sobre os assuntos, de maneira a não ser acusado de padecer de uma das piores doenças da actualidade - "seguidismo".A esse respeito, gostava de expressar publicamente a minha total discordância com o Brasão que foi aprovado (?) para representar heraldicamente a minha freguesia (brasão de cima). Segundo a memória descritiva deste brasão, estão nele representadas duas flores de linho, em alusão à actividade agricula e à industria textil, a laranja, porque Creixomil sempre foi conhecida pela terra da boa laranja, e uma roda de azenha aludindo à actividade da moagem, segundo o autor (?) muito importante na fregueia.
Em primeiro lugar, a cultura do linho, teve o mesmo peso que teve em qualquer freguesia do concelho. Em todas as freguesia se cultivava o linho para a confecção de peças de vestuário.
Em segundo lugar, a moagem e as azenhas também nunca tiveram nenhuma expressão que nos permitisse distinguir das freguesias vizinhas.
em terceiro lugar... porquê vermelho?
O único elemento que me parece oportuno é a laranja, fazendo juz à fama que as laranjas de Creixomil tinham na feira de Barcelos, então considerado o mercado por excêlencia.
As minhas propostas estão expressas em baixo e passo a explicar:
1- Verde de fundo por causa do meio bucólico e rural em que vivemos, sem grande industrialização mesmo nos dias de hoje.
2- A laranja, pelas razões que expliquei em cima.
3 - O bastão de peregrino e a cabaça, em alusão ao padroeiro Santiago e ao peso que a Igreja sempre teve na nossa comunidade.
4 - Imagem alusiva à "Campa do Frade", monumento muito antigo que se encontra (ou encontrou) no museu arqueológico de Barcelos.
5 - Brasão da Casa de Bragança, porque Creixomil era da "apresentação da Casa de Bragança", ou seja, pagava dízimo à Casa de Bragança.
6 - no brasão da direita, substitui a "Campa do Frade" pela coroa de N. Sra do Rosário, em alusão à sua centenária instituição que é a Confraria de Nª. Sraª do rosário.
Naturalmente que não sendo um expert na matéria, estas minhas propostas carecem de um tratamento crítico de um especialista, mas penso que pelo menos respeitam mais fielmente a lei quando diz no seu artigo 10º, que deve ser, simples, univoca, e genuina.
Ver Lei
domingo, fevereiro 05, 2006
Caricaturas de maomé
Antes de mais é preciso compreender ( e eles naturalmente não compreendem) que uma caricatura não é apenas um rabisco de alguém narigudo ou caixa-de-óculos que algém se lembrou de ridicularizar, é antes uma forma criativa e acessivel apenas a alguns, de através de uma imagem naturalmente com exageros fazerem uma crítica ou emitirem uma opinião que na esmagadora maioria dos casos merece uma reflexão.
Depois, há que compreender ( e eles também não compreendem) que essa representação pictórica, não diminui, antes pelo contrário, realça o. Nunca n valor da pessoa representada. não lembraria a ninguém fazer uma caricatura do sr josé ou do sr joaquim lá da rua ou do bairro.
E depois, e não menos importante, o facto dos países ditos islâmicos reagirem dessa forma, apenas dá razão às caricaturas e às criticas que elas comportam.
A religião cristã já viu caricaturadas inúmeras figuras da sua história, entre elas Jesus Cristo e o Próprio Deus Pai, e nem por isso se revoltou nem ameaçou de morte quem ousou tamanha façanha.
Há naturalemente que ter limites nas expressões artísticas, mas a reação da comunidade islâmica é absolutamente exagerada, e pior que isso, está a tornar-se numa desculpa para um conjunto de reacções condenáveis.
.. ah, e já me ia esquecendo. A ajudar à festa ainda apareceram responsáveis norte americanos a condenar a atitude dos jornais europeus. Hipócritas. Com as suas acções autoritárias e militaristas, têm uma acção incomparávelemente mais ofensiva para com o mundo islâmico, que qualquer caricatura de maomé ou seja lá qual profecta for.
domingo, novembro 27, 2005
O Engenho e a Arte de Ricardo Enes
E se ainda não se aperceberam da espectacularidade do feito, imaginem o que é uma ponte de esparguete com 350gr, aguentar com quase um saco de cimento.
Iniciativas destas são positivas e deveriam ser multiplicadas por forma a fomentar o surgimento de jovens talentos nas mais diversas áreas e que deverão ser os motores da nossa sociedade dentro de poucos anos.
Por tudo isso, não posso deixar de felicita-lo por tão admirável feito.
Parabéns Ricardo
