Hoje, realiza-se a primeira Assembleia de Freguesia Ordinária de este ano. No seguimento do meu post anterior, tomei a iniciativa de apresentar à Assembleia de Freguesia atravez dos partidos com assento na assembleia (PS e PSD), uma exposição dos motivos da minha discordância bem como de um conjunto de documentos que fundamentam a minha opinião.
Aguardo com espectiva o destino da minha iniciativa, mas seja ele qual for, não mais opinarei sobre o assunto.
Às vezes chegamos à infeliz conclusão que é melhor estar calado e viver na ignorância.
" Felizes são os ignorantes - Fernando Pessoa".
quarta-feira, abril 26, 2006
sexta-feira, março 31, 2006
Exercicio de cidadania
Tenho por hábito, não pensar pela cabeça dos outros. Por muito competentes que sejam, gosto sempre de fazer o meu juizo sobre os assuntos, de maneira a não ser acusado de padecer de uma das piores doenças da actualidade - "seguidismo".A esse respeito, gostava de expressar publicamente a minha total discordância com o Brasão que foi aprovado (?) para representar heraldicamente a minha freguesia (brasão de cima). Segundo a memória descritiva deste brasão, estão nele representadas duas flores de linho, em alusão à actividade agricula e à industria textil, a laranja, porque Creixomil sempre foi conhecida pela terra da boa laranja, e uma roda de azenha aludindo à actividade da moagem, segundo o autor (?) muito importante na fregueia.
Em primeiro lugar, a cultura do linho, teve o mesmo peso que teve em qualquer freguesia do concelho. Em todas as freguesia se cultivava o linho para a confecção de peças de vestuário.
Em segundo lugar, a moagem e as azenhas também nunca tiveram nenhuma expressão que nos permitisse distinguir das freguesias vizinhas.
em terceiro lugar... porquê vermelho?
O único elemento que me parece oportuno é a laranja, fazendo juz à fama que as laranjas de Creixomil tinham na feira de Barcelos, então considerado o mercado por excêlencia.
As minhas propostas estão expressas em baixo e passo a explicar:
1- Verde de fundo por causa do meio bucólico e rural em que vivemos, sem grande industrialização mesmo nos dias de hoje.
2- A laranja, pelas razões que expliquei em cima.
3 - O bastão de peregrino e a cabaça, em alusão ao padroeiro Santiago e ao peso que a Igreja sempre teve na nossa comunidade.
4 - Imagem alusiva à "Campa do Frade", monumento muito antigo que se encontra (ou encontrou) no museu arqueológico de Barcelos.
5 - Brasão da Casa de Bragança, porque Creixomil era da "apresentação da Casa de Bragança", ou seja, pagava dízimo à Casa de Bragança.
6 - no brasão da direita, substitui a "Campa do Frade" pela coroa de N. Sra do Rosário, em alusão à sua centenária instituição que é a Confraria de Nª. Sraª do rosário.
Naturalmente que não sendo um expert na matéria, estas minhas propostas carecem de um tratamento crítico de um especialista, mas penso que pelo menos respeitam mais fielmente a lei quando diz no seu artigo 10º, que deve ser, simples, univoca, e genuina.
Ver Lei
domingo, fevereiro 05, 2006
Caricaturas de maomé
Nestes últimos dias, o mundo ocidental parece dividido, ou pelo menos incomudado com as recentes reacções do mundo islãmico ( ou será antes submundo) sobre as caricaturas do profecta maomé que alguns jornais ocidentais "ousaram" publicar.
Antes de mais é preciso compreender ( e eles naturalmente não compreendem) que uma caricatura não é apenas um rabisco de alguém narigudo ou caixa-de-óculos que algém se lembrou de ridicularizar, é antes uma forma criativa e acessivel apenas a alguns, de através de uma imagem naturalmente com exageros fazerem uma crítica ou emitirem uma opinião que na esmagadora maioria dos casos merece uma reflexão.
Depois, há que compreender ( e eles também não compreendem) que essa representação pictórica, não diminui, antes pelo contrário, realça o. Nunca n valor da pessoa representada. não lembraria a ninguém fazer uma caricatura do sr josé ou do sr joaquim lá da rua ou do bairro.
E depois, e não menos importante, o facto dos países ditos islâmicos reagirem dessa forma, apenas dá razão às caricaturas e às criticas que elas comportam.
A religião cristã já viu caricaturadas inúmeras figuras da sua história, entre elas Jesus Cristo e o Próprio Deus Pai, e nem por isso se revoltou nem ameaçou de morte quem ousou tamanha façanha.
Há naturalemente que ter limites nas expressões artísticas, mas a reação da comunidade islâmica é absolutamente exagerada, e pior que isso, está a tornar-se numa desculpa para um conjunto de reacções condenáveis.
.. ah, e já me ia esquecendo. A ajudar à festa ainda apareceram responsáveis norte americanos a condenar a atitude dos jornais europeus. Hipócritas. Com as suas acções autoritárias e militaristas, têm uma acção incomparávelemente mais ofensiva para com o mundo islâmico, que qualquer caricatura de maomé ou seja lá qual profecta for.
Antes de mais é preciso compreender ( e eles naturalmente não compreendem) que uma caricatura não é apenas um rabisco de alguém narigudo ou caixa-de-óculos que algém se lembrou de ridicularizar, é antes uma forma criativa e acessivel apenas a alguns, de através de uma imagem naturalmente com exageros fazerem uma crítica ou emitirem uma opinião que na esmagadora maioria dos casos merece uma reflexão.
Depois, há que compreender ( e eles também não compreendem) que essa representação pictórica, não diminui, antes pelo contrário, realça o. Nunca n valor da pessoa representada. não lembraria a ninguém fazer uma caricatura do sr josé ou do sr joaquim lá da rua ou do bairro.
E depois, e não menos importante, o facto dos países ditos islâmicos reagirem dessa forma, apenas dá razão às caricaturas e às criticas que elas comportam.
A religião cristã já viu caricaturadas inúmeras figuras da sua história, entre elas Jesus Cristo e o Próprio Deus Pai, e nem por isso se revoltou nem ameaçou de morte quem ousou tamanha façanha.
Há naturalemente que ter limites nas expressões artísticas, mas a reação da comunidade islâmica é absolutamente exagerada, e pior que isso, está a tornar-se numa desculpa para um conjunto de reacções condenáveis.
.. ah, e já me ia esquecendo. A ajudar à festa ainda apareceram responsáveis norte americanos a condenar a atitude dos jornais europeus. Hipócritas. Com as suas acções autoritárias e militaristas, têm uma acção incomparávelemente mais ofensiva para com o mundo islâmico, que qualquer caricatura de maomé ou seja lá qual profecta for.
domingo, novembro 27, 2005
O Engenho e a Arte de Ricardo Enes
Foi na passada terça-feira, dia 22 de Novembro, que o meu conterrâneo e amigo Ricardo Enes, voltou a ganhar mais um concurso das pontes de esparguete, promovido pela Universidade da Beira Interior. O desafio era contruir uma ponte em Esparguete, utilizando apenas 350gr da dita massa, cola e muito, muito, engenho e arte. Claro que o Ricardo não teve problemas e à semelhança do ano anterior, bateu o record de peso máximo ( aprox 45 kg contra os seus já admiráveis 35kg do ano anterior) ganhou também o segundo lugar na categoria de resistência, e ainda o terceiro lugar na categoria de design. Para completar, recebeu também o prémio de melhor design, prémio esse atribuido pelo público.
E se ainda não se aperceberam da espectacularidade do feito, imaginem o que é uma ponte de esparguete com 350gr, aguentar com quase um saco de cimento.
Iniciativas destas são positivas e deveriam ser multiplicadas por forma a fomentar o surgimento de jovens talentos nas mais diversas áreas e que deverão ser os motores da nossa sociedade dentro de poucos anos.
Por tudo isso, não posso deixar de felicita-lo por tão admirável feito.
Parabéns Ricardo
E se ainda não se aperceberam da espectacularidade do feito, imaginem o que é uma ponte de esparguete com 350gr, aguentar com quase um saco de cimento.
Iniciativas destas são positivas e deveriam ser multiplicadas por forma a fomentar o surgimento de jovens talentos nas mais diversas áreas e que deverão ser os motores da nossa sociedade dentro de poucos anos.
Por tudo isso, não posso deixar de felicita-lo por tão admirável feito.
Parabéns Ricardo
domingo, novembro 20, 2005
O Aspirador e a pílula do dia seguinte.
O caro leitor poderá estranhar o título, mas ele tem uma explicação muito simples. Passo a apresenta-la:Há uns dias atrás, fui levantar o meu filho ao jardim de infância e deparo que tinha tido mais uma das crises de alergia, que volta e meia o vão atacando. É a doença da actualidade. Basta uma carpete, um peluche ou qualquer outro objecto capaz de alujar os indesejáveis àcaros, para que a sua alergia dispare e se expresse atravez de uma tosse irritativa. E eis qual não foi o meu espanto quendo a professora disse que era natural porque a carpete onde ele brincava não era aspirada há mais de um mês, porque o jardim de infância simplesmente não tinha um aspirador. Fiquei naturalmente atónito e revoltado. Tomei naturalemnte a atitude de interpelar o agrupamento de escolas sobre o facto, ao que me responderam: " ... sabe como é,... com as contenções orçamentais... blá, blá, blá".
Esta é a primeira parte do título.
A segunda tem a ver com a coincidência de nesse mesmo dia o governo anunciar que iria distribuir gratuitamente a pílulo do dia seguinte. Bem... saltou-me a tampa... Quer dizer, o governo não tem dinheiro para bens básicos como um aspirador , mas tem para pagar uma pílula só de sí discutivel e que não é mais que o meio contraceptivo utilizado por pessoas (sobretudo jovens) que não têm maturidade nem para namorar quanto mais terem uma vida sexual activa.
bem... o Sócrates deve ter pensado assim: " se não nascerem crianças, não vão para o jardim de infância e assim já não é preciso aspiradores"...
é o país que temos.
sábado, agosto 06, 2005

Não posso deixar de comentar esta imagem. Aconteceu há dias quando me dirigi a uma caixa multibanco para levantar dinheiro. Nos periodos em que esperava que a caixa processasse o meu pedido, aparecia esta imagem como fundo de um spot publicitário da optimos. Independentemente do que quer que se vendesse, a minha estupefacção prende-se em exclusivo com a imagem. Um elemento na imagem me fazia confusão. Era naturalmente o cão. Reparem como na sociedade actual se encara com naturalidade que se substitua a companhia de um filho, imagine-se por um cão.
É um belo exemplo de como os "Valores" que não aqueles que se depositam nos bancos, estão em falta na sociedade actual.
Nuno Sousa
quinta-feira, julho 21, 2005
PSP = Pessoas sem palavra.

PSP = Pessoas sem palavra.
Hoje fui alvo da falta de palavra dos agentes da PSP. Esta instituição está a por em prática a expressão popular que diz "jogar com um pau de dois bicos".
A fazer fé nas declarações publicas (rádios, televisões e jornais) que os agentes desta força de segurança fizeram de que "fechariam os olhos às pequenas infracções e optariam por uma atitude mais pedagógica juntos dos automobilistas" , resolvi arriscar e deixei o meu carro alguns minutos estacionado em infracção. Quando cheguei... tinha sido multado, ou melhor, estava a ser multado.
Reconheço que mesmo assim não devia ter estacionado em infracção, mas a minha revolta prende-se com o facto de se declarar uma coisa na comunicação social e depois fazer o inverso na prática. Assim conseguem dois objectivos: Pressionar o governo e arrecadar mais uns trocos uma vez que os agentes têm uma percentagem nas multas. O Agente ainda me perguntou se sabia se ele era a favor dessa posição publica da PSP. Nem tenho que saber. Se as opiniões se dividem então que tenham a coragem de manifesta-lo oficialmente. Mas claro, assim o pau ficava só com um bico.
Nuno Sousa
sexta-feira, junho 24, 2005
quarta-feira, junho 15, 2005

Cunhal - O Paradoxo
Tocado pelos acontecimentos dos últimos dias, dei por mim a reflectir (quem diria) sobre a reacção paradoxal que me causa a figura de Álvaro Cunhal. Por um lado o completo abismo entre o que ele defende para uma sociedade justa e aquilo que eu defendo. Por outro lado o fascínio absoluto e assumido pelo homem, pela sua capacidade de persuadir pessoas e leva-las a defender os mesmos ideais que defendeu.
Não entendo este paradoxo, e nem sei se alguma vez irei compreender.
Apesar de o admirar, não posso deixar de entender que o seu contributo para a história de Portugal não ficou longe do contributo de Salazar, ou seja, importante em termos de relevância, mas negativo quanto ao conteúdo programático. Dois homens de campos opostos que se encontram num mesmo ponto; o peso negativo para a história de Portugal e mesmo da humanidade.
Nuno Sousa
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